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#girl da semana : Paula Limena Cury

Oi girls! Tudo bem? Mais uma #girldasemana especial, muuito especial!

Com uma história linda de vida para contar para gente!

E tem coisa mais legal de ler do que isso? Histórias reais, de mães da vida real!?

A Paula sempre foi uma mulher que eu admirei muito: como mãe, amiga, mulher e empresária, sabe aquela pessoa que a gente olha e pensa: “ah quero ser assim quando crescer” –- bonita, sarada, simpática, inteligente, independente ….então…a Paula é assim para mim rs! É referência rs

Então quando ela topou participar do #girls meu coração encheu de alegria!!!

E cada linha que eu fui lendo de sua história me emocionou demais.

Tenho certeza que depois que vocês lerem também concordarão comigo.

Voilá!

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Nome: Paula Limena Cury

Idade: 41

Profissão : Diretora de marketing

Mãe de : Stella e Carlo

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Como foi a descoberta em ser mãe pela primeira vez e pela segunda vez?

Uma agradável surpresa, já que eu sempre quis que a Stella tivesse irmãos e o pai do Carlo, meu marido, não tinha filhos!

Antes de ser mãe eu era….

Antes da chegada da Stellinha eu viajava muito a trabalho, tinha uma vida dedicada à pesquisa de moda, ia aos desfiles, fazia muitas compras de roupas para a empresa, com o objetivo de mostrar novos produtos, oportunidades em comunicação, embalagens.Tinha muita energia para pesquisar o novo, o inusitado.

Quando a Stella chegou, fiquei 6 meses em licença e quis diminuir o ritmo das viagens. Cheguei a pensar em parar de trabalhar, em me dedicar somente a ela. Mas o pai dela foi muito bacana em me apoiar e dizer: imagina! Você é uma excelente profissional e não vai aguentar ficar em casa! A melhor forma de você se dedicar a ela é sendo um bom exemplo, aquele que você deseja que ela siga. Ele estava coberto de razão! Consegui diminuir uns 40% das viagens, mas o ritmo de trabalho continuava o mesmo. A busca pelo novo também. Cheguei a levar a Stellinha para algumas viagens de trabalho, pois eu a amamentei muito tempo – 13 meses.

Quando a Stella fez 3 anos, meu casamento tomou rumos diferentes e decidi me separar. Fiquei muito triste pela Stella, pois não queria separá-la do pai que ela tanto ama, mas chegou um momento que realmente foi melhor desta maneira. Mantivemos uma relação respeitosa, apesar das diferenças e das dificuldades na comunicação de alguns aspectos do dia-à-dia. Mas nos sentimos vitoriosos em ter conseguido manter nossa filha longe das disputas e permitir que ela crescesse em um ambiente em que pai e mãe não brigassem, não tivessem ódio um do outro e até nutrissem certa admiração mútua. Nessa época da separação, acabei também realizando uma mudança na carreira. Fui empreender, montei uma consultoria de branding. Foi um período de muito aprendizado, novas experiências. Tive que superar adversidades dolorosas, a perda do meu pai, mas sempre minha força, minha grande inspiração era a Stellinha! Procurava aproveitar ao máximo nosso tempo juntas, já que eu tinha que trabalhar demais na nova empresa. Sempre fomos bastante felizes juntas, passeávamos, viajávamos. Stellinha já foi minha grande companheira de tempestade e furacão na Flórida, já ficamos muito bravas uma com a outra ( minha filha é leonina, tem um geniozinho…).

Depois de 6 anos separada, reencontrei meu marido pelo facebook, que eu já conhecia da época de colégio. Ele era lindo naquela época e continuou! (mais bonito, eu acho, porque agora está grisalho, rs!) Começamos a sair e tudo aconteceu naturalmente. Ele nunca havia se casado e acabou decidindo casar-se comigo. Também ele nunca havia pensado em ter filhos, mas imediatamente quis! Foi muito rápido e mágico. Descobri que estava grávida 4 meses depois de decidirmos nos casar. Acabamos nos casando dia 04 de junho de 2011, em uma cerimônia católica ortodoxa maravilhosa ( a religião da família dele, são libaneses). Minha sogra e as irmãs dele fizeram uma festa magnífica e nosso casamento foi o evento mais lindo e animado que eu já fui! Tudo foi muito especial. Passei por algumas dificuldades com minha família ( mãe e irmãos), alguns ressentimentos que infelizmente acabaram nos rendendo alguns dissabores. Parece que por não ter sido meu primeiro casamento, eu não merecia a empolgação deles, a participação de tudo, das provas de vestido, do companheirismo. Sempre os comentários vinham seguidos de: é, se fosse o primeiro… Ironias. Enfim, algo que me deixou muito triste, mas não me deixei abater.

Nossa bênção estava a caminho e em dezembro, nasceu nosso Carlo!

Não tenho como por em palavras o quanto é maravilhoso ter construído uma nova família ! Eu e Stellinha sempre fomos uma família, mas meu marido e meu filho são uma consagração de algo ainda maior.

Uma nova fase, um futuro diferente. Hoje a Stellinha diz: mãe, como que a gente era feliz sem o Carlucho na nossa vida?

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Conte para nós como foram suas gestações:

A primeira foi tranquila, estava com 29 anos. Passou tudo bastante rapidamente, trabalhei até o último dia! Quando foi 18:30h rompeu minha bolsa e lá fui eu para casa, tomar banho, me arrumar e pegar a mala para ir ao hospital. Eu estava bem tranquila. Apesar de ter contrações fortes e boas e boa dilatação, Stellinha deu trabalho para nascer: enrolou-se no cordão umbilical na última hora. Nasceu com fórceps e teve apgar baixinho: 5 e 6. Ficamos muito, muito preocupados, ela teve que ficar na UTI durante 2 dias, eu acabei ficando bem machucada e dolorida do fórceps, mas tudo ficou bem. Ficamos um pouquinho a mais no hospital do que o normal: 6 dias. Mas saímos muito felizes. Engordei 12 Kg. Voltei ao peso normal em 6 meses.

Já do Carlucho, eu estava com 39 anos! Como faz diferença! E olha que eu estava fazendo exercício, treinava boxe e tudo! Mas eu me cansava, ficava irritada com o peso. Engordei 12kg de novo. Passei super bem. Voltei ao meu peso normal com 4 meses. Fiquei apreensiva com o parto, apesar de ter marcado uma cesárea, pois o bebê estava muito alto ainda na 39a semana. A cesárea acabou demorando e minha pressão caiu durante o parto, o que nos assustou um pouco. Acabei demorando um pouquinho na sala de recuperação, mas o bebê teve apgar 10 e 10!!!!! Eu estava muito tranquila depois de ter essa notícia!

Você se sentia mais bonita grávida?

No começo não. Do 5o ao 7o mês, sim e depois eu me sentia uma pessoa muito grande. Não sei se me sentia bonita.

Você amamentou? As Stellinha, amamentei durante 13 meses. Amei. O Carlo amamentei 4. Ele era muito esfomeado, queria mamar o tempo todo e acabei tendo dificuldades em administrar uma mastite. Acabei interrompendo a amamentação sem nenhuma culpa, pois eu sofria muito com dores e não acreditava que isso estivesse fazendo bem para o bebê.

Uma boa dica pós-parto: Tome sempre aquele suco de ameixa que dão no hospital. Não há nada pior do que prisão de ventre pós-parto!

Não tente passar dos limites recebendo todas as visitas de pé e faça repouso. Tome muito líquido. Aceite ajuda. (Dessa vez, minha mãe me ajudou! Adorei:) )

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Quais as diferenças dos primeiros dias de uma mãe de primeira viagem que chega em casa com seu bebe no colo e de uma mãe de segunda viagem que chega com seu bebe e já tem outro filho em casa ?

Na primeira gravidez, tive receio de não dar conta do dia -à-dia, mas tirei de letra. Não tive enfermeira nem babá até os 4 meses da Stellinha!

Já no segundo, temos a preocupação de acolher todos, de não faltar com carinho e atenção, porque é uma fase que naturalmente seu bebezinho precisa de muito cuidado. No meu caso, apesar de minha filha já ter 10 anos, ela sofreu muito de ciúmes durante minha gravidez. Eu sempre tentava fazê-la participar de tudo, ela foi incrível comigo, realmente me ajudou, já que eu novamente contratei babá quando o Carlucho estava com 4 meses! Stellinha foi muito mãezinha! E me ajuda muito até hoje. Isso a aproximou do irmão de uma maneira única e o bebê é alucinado por ela. O primeiro nome que ele falou foi o dela: Teté! A primeira demonstração clara de carinho dele com alguém foi com ela: ele pedia para ela se aproximar e encostava a cabecinha no peito dela!

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Não foi tudo maravilhoso: eu percebia que a Stella tinha muito ciúme do Carlucho e de minha relação com meu marido, Carlo. Tivemos que colocá-la na terapia, ela tinha muita expectativa de viver com o pai. Nós fizemos o batizado do Carlo na Igreja Ortodoxa e a Stellinha também quis ser crismada no mesmo dia. Foi uma linda cerimônia. Mas ela ainda sentia-se excluída.

Percebi que ela se sentia invadida, não participante de tudo.

Deixamos a Stellinha passar uns meses com o pai ( ele foi muito compreensivo e racional), na verdade com a avó paterna, já que ela estava tão nervosa e sempre um filho de pais separados que sempre viveu com um cônjuge fantasia viver com o outro. Permitimos, pois ela estava muito brava e agressiva. Sofri imensamente. Achei que iria ficar doente (e fiquei, tive uma crise horrível de coluna- acho que o peso de tudo isso foi demasiado!). Após alguns meses fora e com a terapia, ela voltou e pôde integrar-se sem medos.

Stella tem uma personalidade forte e sempre foi meu foco de tudo. É difícil, para ela, entender todas essas mudanças. Mas ela fez um excelente trabalho de gerenciar suas frustrações e está muito bem, em casa, conosco. Acho que boa parte desse bom momento deve-se à forma coerente através da qual o pai dela gerenciou tudo. Minha coluna melhorou muito! Já estou de volta aos esportes.

Quais as suas lojas preferidas para comprar coisas para as crianças ? Tem alguma dica super imperdível?

Claro que adorei fazer as compras de enxoval em Miami. Não pode faltar “Babies r us”. Comprei e compro coisinhas diferentes para o bebê em um site chamado www.etsy.com. Fiz chupetas com o monograma dele, babadores, camiseta personalizada com o nome dele. Amo o Etsy. Também compro coisas incríveis para mim e para a Stellinha.

Qual o momento até agora que mais te marcou com seus filhos?

Quando o bebê com apenas seis meses pedia o colo da irmã e encostava a cabecinha nela. Para mim, esse amor é a melhor coisa do mundo.

Programa predileto da familia:

Tomar café da manhã juntos! Ir para o clube juntos! Ir para o parque juntos! Qualquer coisa, desde que estejamos juntos!

Descreva um dia de vocês:

Acordo cedo, acompanho a Stellinha no café-da-manhã ( ela acorda sozinha às 6:30h, é muito responsável na escola), coloco ela no ônibus da escola, pego o bebê que acaba de acordar e coloco ele na cama comigo e com o pai. Depois de o pai tomar banho, desce com o bebê e os dois tomam uma vitamina juntos. Vamos ao parquinho do clube até a hora do almoço e então, Stellinha volta da escola e almoçamos juntas! Depois, ela estuda, eu trabalho um pouquinho ( acabei me tornando terapeuta floral e psicanalista e tenho trabalhado na área durante estes seis meses) e a levo para o clube. Depois, volto para casa, preparo o jantar, porque o marido adora, e tenho o auxílio do Sr. José no pré-preparo de tudo e em todos os assuntos da casa, além da anja Zezê, que cuida com muito carinho do nosso principezinho Carlucho. Nos fins de semana, conto com JoJo para me auxiliar com o bebê, enquanto Zezê descansa um pouquinho.

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Como você consegue/pretende adaptar sua vida profissional, de esposa, mãe e dona de casa?

Tenho uma equipe fera em casa, sou adepta de rotinas rígidas.

3 lições que espera passar aos filhos:

1- – Amar a a Deus, sobre todas as coisas,2- nada se consegue sem trabalho árduo, 3- família, assim como qualquer outro vínculo, tem que ser respeitada e sempre nutrida de amor.

Quais são os maiores desafios a superar agora ?

Voltar ao trabalho full time. Depois do Carlo, acabei trabalhando 1 ano direto e dei uma parada em fevereiro. Acabei fazendo minha rotina em função dos dois. Mas já se vão 5 meses, e agora, estou voltando ao mercado de trabalho. Hora de mostrar que a mamãe precisa ajudar o papai a conquistar tudo o que queremos para nosso futuro. Hora de mostrar que o trabalho é necessário e muito importante para a mamãe, apesar de os momentinhos com eles serem a melhor hora do dia.

Ser mãe é…. não medir esforços para fazer seus filhos sorrirem, porém dar limites e construir uma rotina. Crianças precisam de rotina e de limites e os pais também.

Depois da maternidade, eu sou feliz, completa, mais espiritualizada, pois nossos filhos são bênçãos. Sem dúvida, estamos mais próximos de Deus quando temos, dentro de nós, algo que se chama: amor incondicional.

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Paula, sem palavras para agradecê-la por dividir e contar para nós suas lutas e vitórias!

Aprendi com você mais uma vez ; – )) e te admiro ainda mais!!

Xoxo

Ana

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