maes de alphaville, papo de mãe

as crianças e as fantasias

Antes de ser mãe eu JURO que não entendia o porquê de ver tantas crianças fantasiadas por aí…. Eu achava super estranho aqueles pequenos de fantasia o tempo todo. Não porque deveriam vestir algo “adequado”, porque sempre tive o conceito de que criança deve se vestir como criança.(não curto mini-adultos) mas eu sinceramente não entendia o porquê de muitas vezes as crianças estarem com a fantasia por cima de roupas, “TODA “AMONTOADAS”…aquilo parecia tão desconfortável no meu olhar….
Hahahahahahha eu dou gargalhadas agora, nada como ser mãe né? As leitoras que ainda não me conhecem e não me seguem no instagram (alô que o insta mudou de nome, agora está como @anacarramaschi) não devem imaginar: a Helena agora SÓ ANDA de fantasia!
É….Nada como ser mãe para entender outras mães né?
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E a minha filha agora, além de só andar de fantasia, ela literalmente tem um para cada dia da semana…é um armário mesmo!
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E hoje eu entendo o porquê de ver as crianças com fantasias por cima de roupas….tá frio gente….e eles querem sair de fantasia de qualquer jeito…então é o jeito hahahahhah! É de dar gargalhadas mesmo, porque os pequenos, no olhar de “gente grande” parecem estar super desconfortáveis…mas eles estão mais confortáveis do que NUNCA!
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Fantasiados eles brincam, se sentem fortes e mais seguros! A verdade é que usar uma fantasia pode ser muito bom e ajudar no desenvolvimento da criança.
“Além de divertir e incentivar a criatividade, a criança tem a chance de se sentir diferente, de experimentar outras linguagens, de incorporar personagens e suas habilidades. E com isso enfrentar obstáculos e medos e resolver conflitos internos e externos. Ela se sente mais forte, segura e pode ter a coragem de expressar melhor seus sentimentos. Ao usar uma fantasia de bruxa, por exemplo, poderá assumir uma agressividade que estava contida pela culpa.
“Esse mundo mágico entra em cena justamente no momento em que enfrentar a realidade é, muitas vezes, difícil. É muito mais fácil projetar sentimentos em super-heróis, bruxas e todo tipo de personagem. Essa fase é normal e importante, pois auxilia a criança a lidar com situações do dia a dia de forma positiva para o seu desenvolvimento”, diz Ricardo Halpern, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria.” – fonte: site Pediatria em Foco
Sempre que eu começo um post para dividir algo que eu vivo no meu dia a dia acabo aprendendo mais. Busco ler um pouco do porque aquele comportamento e acabo dividindo com vocês.
E aí que é importante sabermos também impor alguns limites das fantasias ( ai difícil pacas né? só quem é pai e mãe sabe…) mas enfim porquê? Vamos lá: a criança deve sempre saber que deve enfrentar seus medos e nunca deve confundir o mundo real com o imaginário. O lado mau da fantasia é a própria: fugir da realidade! É preciso que estejamos atentas a isso.
“Os pais precisam dosar o tempo de permanência com a fantasia.”
Quando a criança assume totalmente as características de uma personagem, os adultos também devem ficar atentos. Não é comum, mas pode acontecer. “Quando não há nenhuma distinção entre um e outro, a situação deixa de ser faz de conta para se tornar literal! Se isso acontecer de um modo muito contundente, necessitará de atenção ou até de uma avaliação especializada. Em geral, os pequenos sabem muito bem diferenciar o real da fantasia, apesar de a imaginação infantil ser tão fértil”, diz a psicanalista Maria Cecília.

Outra situação perigosa é quando a criança acredita que tem os poderes do herói. São comuns os episódios em que o pequeno, munido de capa e espada, tenta voar. (isso aconteceu com meu marido quando pequeno!! rs) Também ficou famoso o caso de um garoto que tirou o irmão do berço, com a casa em chamas. Mas nem sempre o final da história é feliz. Por isso, é importante ter alguém sempre olhando as crianças menores em suas atividades e observar o quanto as mais velhas compreendem a situação”.
“Algumas fantasias de super-heróis contêm, inclusive, uma etiqueta de advertência, esclarecendo que a capa não permite voar. É um bom mote para conversar com as crianças sobre esse limite, inclusive lembrando que até o Super-Homem é abalado pela kriptonita, ou seja, nem ele escapa de ter fragilidades e pontos fracos”, diz a psicanalista Maria Cecília. fonte: site Pediatria em Foco
Vale tanto a pena dividir aqui com vocês no dia a dia, que sempre aprendo mais! E vocês o que acham?
Quem aí passa pela mesma situação? Comentem!
beijos, Ana

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