Helena, papo de mãe

A IL da Helena: Intolerância a Lactose. #papodemãe

Eu já tinha escutado falarem muito sobre APLV e IL, pois ambas as “siglas” estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia de mães. (Hoje com a internet, grupos do Facebook, mamães antenadas e em tempo real a informação corre!)

Mas o que estas siglas significam?

APLV – Alergia a Proteína do leite

IL – Intolerância a Lactose

Porém até então não havia me interessado ao assunto….e ainda mais: não tinha a mínima idéia da diferença entre cada uma destas “doenças”.

Vou contar aqui então, um resuminho, de como “a gente chegou lá”.

A Helena mamou no peito até os 8 meses, depois o pediatra indicou o Nan Pro 2 que foi aceito super bem, até aí tudo OK. A partir do 1o aninho dela entramos com o Ninho 1+ que também ia bem…mas depois de um tempo com o Ninho 1+ ( não me recordo quando começou) a Helena começou a apresentar alguns episódios de vômitos, que “de alguns episódios” passaram a ser cada vez mais frequentes…E então “vira e mexe” ela vomitava o mamá…

Eu não achava que tinha algo estranho, porque eu associava os vômitos a ela estar sempre doentinha, com algo, não sei se eu demorei a perceber ou se foi tudo rápido….

Mas aí, os episódios de vômitos começaram a virar pesadelo aqui em casa, no meio da madrugada, já dormindo depois de um tempo,logo depois de mamar, de manhã, não tinha mais hora. E quando acontecia a noite ela vomitava tudo na cama dela e chorava horrores se assustava (acho que por isso que eu uso babá eletrônica até hoje!!!- morria de medo de ela vomitar e “engasgar”) e aos poucos (ou não…) estes episódios não “tão frequentes” para mim começaram a estar “frequentes demais”…

E a Helena começou a já saber quando ia vomitar: “mamãe quero passar mal” – aí que eu realmente me toquei! ( tem algo errado!!!! muito errado! Uma menina de 2 anos estar “acostumada” a vomitar?) Toda vez que ela vomitava, eu e o Vi gritávamos: “Amor, a Helena passou mal”, corre aqui, ajuda, vai troca lençol, tira da cama, dá banho….ela então já sabia o que era “passar mal”. Não conseguia evitar e eu me toquei: como pode ela, tão pequenininha, já saber o que vem? virou um hábito quase. Na última semana, que foi minha gota d’agua foram 4 .

A minha associação com o mamá (leite) foi porque era sempre ele que ela “vomitava” e em “jatos” – tipo “vomitão mesmo” . Quem já viu o filme “O Pestinha II” sabe o vômito q eu tô falando. ( aqui ó rs)

o pestinha vomito

E foi então que, lendo um post de uma amiga blogueira, a Kátia do Blog “Minhas Dikas”, que me dei conta do que podia estar acontecendo aqui em casa. Veio uma luz e um “plim plim” . Mas descartei a APLV pois as reações da Helena não era imunológicas.

Mas, mesmo assim eu suspendi o leite dela. E a noite, ela dormiu, foi sorte, mega cansada, exausta, sem mamadeira.

Neste meio tempo, nesta noite, eu pirei, varei a noite lendo sobre APLV e IL, conversei com várias mães do 4moms (hoje For M@aes) que me ajudaram muito! Tava decidida a mudar algo, mas não sabia o que E para onde ir…

Mas a Helena já têm seus hábitos, e para dormir e acordar: tem que tomar mamá. E foi na manhã seguinte, as 6 da manhã, ela chorando implorando mamá, que eu saí correndo e fui em uma farmácia e mandei “Por favor Aptamil Sem Lactose”. Arrisquei.

Pronto, voltei dei o leitinho dela “especial” – que eu achei, por minhas pesquisas ser o mais indicado. (achei que o Pepti seria um extremo e a Soja tem suas dúvidas, enfim foi uma aposta de mãe).

E Helena não vomitou nada. E então eu segui com o leite, e segui e segui. E hoje estamos há quase 6 MESES sem mais NENHUM, isso mesmo NENHUM episódio mais de vômitos.

É até incrível, e eu fico ali com uma “culpa” de não ter percebido antes, e com o outro lado que ufa, pelo menos descobri!

Ah, neste tempo, a Dra. Luciana, que hoje acompanha a Helena, disse que realmente, meu feeling foi certíssimo. Mas que a Intolerância a Lactose pode ser temporária. Não sei, morro de medo de “fazer o teste” e dar leite normal para ela. E também não fizemos os testes médicos para confirmar, para mim a Helena estar bem é o que basta! Os testes que comprovam o diagnóstico são bem chatinhos de se fazer.

Mas divido aqui com vocês mamães, nossa história, por que como a Kátia contou a dela e me ajudou muito, a nossa também pode ajudar a dar esta “luzinha” que muitas vezes falta em nosso dia a dia.

E na minha mente ficou mais uma coisa que ninguém tira: sigam sempre, sempre seus “feelings” . Confiem em seus instintos: MAMÃES.

Para finalizar, hoje a Helena toma 2 leites: APTAMIL SEM LACTOSE ou então o Piracanjuba Sem Lactose. (o Piracanjuba eu introduzi a poucos dias, foi um dia que não consegui ir a farmácia e o “marido” comprou ele. Ela aceitou bem – mas é o “quebra-ganho”).

intolerancia a lactose

Para efeito de “comparação”, a lata deste Aptamil custa em média R$ 50,00 e o litro do Piracanjuba custa em média R$ 3,50. Ou seja, é muuuita diferença.

Mas o porquê de eu insistir no Aptamil é por conta do DHA.

O Aptamil é uma fórmula infantil isenta de lactose, contendo vitaminas, minerais e oligolelementos necessários ao bom desenvolvimento e crescimento.É um leite mais indicado á crianças e contém LCPufas, ácidos graxos, polinsaturados de cadeia muito longa, principalmente os ácidos araquidônico (ARA) e docosahexaenóico (DHA).

O que é este DHA? “O DHA não é nada mais do que uma das frações do Ômega 3, já famoso de nome”. “Ele ajuda na sinaptogênese e mielinização do neurônio; traduzindo: muito importante na formação e desenvolvimento cerebral da criança, que tem seu pico de desenvolvimento entre 3 e 18 meses.” – FONTE:LOOKBEBE

Aqui neste post da Aninha no LookBebe, minha parceira e amiga do Wonder Moms, encontrei super explicações referente a importância do DHA. Leiam que é bem bacana o post. Só clicar aonde está em verdinho quando passa o mouse.

Nossa, ufa! Quanta informação né?

E para finalizar, a nossa sorte, o único alimento que a Helena reagia realmente era o leite, os derivados: como iogurtes ela não reage. Pode tomar tranquilamente.

Mas também já vi alguns produtos bacanas para quem têm IL de derivados, estes 2 iogurtes abaixo são novidades e eu já provei aqui em casa, a Helena adorou o de morango!

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Para quem quiser saber um pouco mais sobre a “Intolerância a Lactose” segue algumas informações retiradas do site do Hospital Albert Einstein:

Intolerância à lactose: cuidados com a alimentação

Após consumir leite ou seus derivados, algumas pessoas podem sentir dor abdominal, náuseas, desconforto, diarréia e gases. Em geral, tais sintomas são percebidos como um simples mal-estar, típico de estômago sensível. Mas atenção: se o incomodo aparecer num período entre meia hora e duas horas após o consumo de laticínio, deve-se procurar auxílio médico, pois pode significar intolerância à lactose – uma rejeição do organismo ao leite e seus derivados.

Intolerância à lactose: cuidados com a alimentação

Essa intolerância é resultado da falta da enzima lactase, produzida no intestino delgado, que tem a finalidade de decompor o açúcar do leite em carboidratos, para a sua melhor absorção.

“Com a deficiência ou ausência dessa enzima, a digestão da lactose torna-se difícil e chega ao intestino grosso inalterada, sendo fermentada por bactérias, produzindo assim acido láctico e gases”, explica Patrícia Modesto nutricionista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Além disso, a presença de lactose no intestino grosso aumenta a retenção de água, podendo causar diarreia e cólicas.

A nutricionista ainda alerta para a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite. “A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico”, explica.

Como diagnosticar

Existem três tipos de intolerância à lactose.

  • Deficiência congênita da enzima : é um defeito genético raro, no qual alguns recém-nascidos, principalmente prematuros, nascem sem a capacidade de produzir lactose. Nesse caso a intolerância à lactose é permanente.
  • Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais: bastante comum no primeiro ano de vida. Nesse caso, a criança tem uma deficiência temporária da enzima, devido à morte das células da mucosa intestinal, produtoras da lactase, principalmente quando há diarreia persistente. Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária até que essas células sejam repostas. Não existe um tempo exato para que isso ocorra, pois depende da resposta do organismo de cada pessoa.
  • Deficiência primária ou ontogenética: a mais comum na população. Com o decorrer da vida, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase a que qualquer adulto, sem idade exata, está sujeito.

A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico

Ao perceber os sintomas (dor abdominal, náusea, gases, diarreia e cólicas) após ingerir laticínios, a pessoa deve procurar um gastroenterologista. Apesar dessa intolerância não causar riscos de vida, a sensação é de muito desconforto.

O diagnóstico pode ser feito de três maneiras:

  • Teste de intolerância à lactose: o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose.
  • Teste de hidrogênio na respiração: o paciente ingere uma bebida com alta quantidade de lactose e o médico analisa o hálito da pessoa em intervalos que variam de 15 a 30 minutos por meio da expiração. Se o nível de hidrogênio aumentar significa um processamento incorreto da lactose no organismo.
  • Teste de acidez nas fezes: o exame de fezes é realizado normalmente, pois se a pessoa ingeriu alimentos com lactose, teve os sintomas e procurou auxilio médico, é porque a lactose não foi bem digerida produzindo ácidos que podem ser detectados nas fezes.
Prevenção e tratamento

Uma vez diagnosticada a intolerância, pode-se prevenir novos sintomas excluindo leite e derivados, além de produtos ou alimentos preparados com leite. Outra forma de evitar os sintomas é experimentar os suplementos da enzima lactase, disponíveis no mercado em comprimidos ou tabletes mastigáveis. O medicamento deve ser ingerido junto com os laticínios.

“Além disso, é possível adicionar gotas de enzima lactase no leite comum para pré-digerir a lactose antes de beber. Vale lembrar que as gotas devem ser colocadas 24 horas antes do consumo, tempo necessário para digerir a lactose”, sugere Patrícia Modesto.

A nutricionista alerta, porém, que o não consumo de leite e derivados pode gerar falta de cálcio. E quem optar por eliminar os laticínios precisará de uma dieta especial “Para suprir a necessidade do mineral, a pessoa deve consumir principalmente vegetais de cor verde-escura como brócolis, couve, agrião, mostarda, além de repolho, nabo e peixes de ossos moles como o salmão e sardinha, mariscos e camarão”, ensina Patrícia Modesto.

E aqui outros links a quem possa interessar, que eu achei bacana, que também falam do assunto:

Do Blog Potencial gestante sobre APLV : http://potencialgestante.com.br/tag/il/

Do LookBebe sobre APLV: http://www.lookbebe.com.br/2013/09/25/entenda-a-aplv-e-viva-melhor/

Do LookBebe sobre IL : http://www.lookbebe.com.br/2013/10/02/intolerancia-a-lactose/

 

Beijos,

Ana

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