Ana Flavia Carramaschi, de mãe para mãe

“Eu sou a guardiã” : ser mãe

Este texto lindo foi escrito por uma mãe americana e traduzir as palavras de Cameron foi emocionante!

Deixo aqui palavras que me tocaram imensamente, traduzidas para vcs.

“Eu vejo vcs também.”

mãe

Eu sou a guardiã

“Eu sou a guardiã.”

Eu sou a guardiã dos horários. De cursos, jogos e aulas. De projetos, festas e jantares. De compromissos e lições de casa.

Eu sou a guardiã da informação. De saber quem precisa de comida 5 minutos antes de um chilique e quem precisa de espaço quando se irrita. Se há roupas limpas, se as contas estão pagas, e se precisamos comprar leite.

Eu sou a guardiã das soluções. De bandaids, kits de costura e lanches na minha bolsa. Mas também de bálsamo emocional e cobertores de segurança metafórica.

Eu sou a guardiã das preferências. De gostos e desgostos. De rituais noturnos e aversões alimentares.

Eu sou a guardiã dos lembretes. Para ser gentil, recolher o lixo, fazer os pratos, fazer o dever de casa, segurar portas e escrever notas de agradecimento.

Eu sou a guardiã de rituais e memórias. De manchas de abóbora e caça a ovos de Páscoa. Eu sou a fotógrafa, colecionadora de ornamentos especiais e escritora de cartas.

Eu sou a guardiã da segurança emocional. O repositório de conforto, a navegadora do mau humor, a protetora de segredos e o calmante para os medos.
Eu sou a guardiã da paz. A mediadora das lutas, o árbitro das disputas, a facilitadora do diálogo, a que é capaz de lidar com diferentes personalidades.

Eu sou o guardiã da preocupação. A deles e a minha.

Eu sou a guardiã do bem e do mal, do grande e do pequeno, do bonito e do duro.
Na maioria das vezes, o peso dessas coisas que eu guardo parece com os elementos de cima da tabela periódica – mais leves do que o ar, empurrando-me para cima com uma sensação de propósito.
Mas às vezes o peso das coisas que eu guardo me empurra para abaixo da superfície até eu estar chutando e lutando para respirar.

Porque essas coisas que eu guardo estão constantemente cintilando no fundo do meu cérebro, esperando para serem esquecidas. Elas desorganizam meus pensamentos e me mantêm acordada muito tempo depois da minha hora de dormir.
Porque todas essas coisas que eu guardo são invisíveis, intangíveis.

Este é de longe o melhor trabalho que já tive. Mas às vezes ser a guardiã é cansativo.

Porque você sente que está fazendo isso sozinha.

Então, para todas vocês que são guardiãs, eu vejo vocês.

Eu conheço o peso das coisas que vocês guardam.

Sei que o trabalho invisível que vocês fazem, que não vem com um cheque de pagamento ou licença por doença, é o que faz o mundo girar.

Eu te vejo.

E eu te saúdo”
O texto original está em inglês no Blog Lucky Orange Pants

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