papo de mãe

Crianças envenenadas: Vítimas da “Baleia Azul”?

 

Crianças envenenadas em Minas Gerais, de 8 e 3 anos, foram internadas após comerem balas adulteradas com chumbinho. O caso, pode nada ter a ver com os desafios propostos pelo jogo da Baleia Azul, porém, impossível não associar, onde supostamente, uma das 50 tarefas (entre elas algumas secretas) é justamente envenenar crianças.

De acordo com o diretor do Pronto Socorro de Monte Carmelo, Shirlan José Mendes, as crianças envenenadas são irmãos. O menino de oito anos está internado na unidade com estado de saúde estável e o irmão dele foi transferido para o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) onde segue internado na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI).

 

De onde surgiu essa história?

 

Um possível jogador do “Baleia Azul” fez circular pelas redes sociais uma mensagem onde afirmava que 30 crianças de três escolas diferentes de Ipanema receberiam as balas envenenadas. As autoridades ainda não confirmam a veracidade das informações circulantes. O suposto alerta nas redes sociais se deu por esse “bilhete virtual”, a seguir:

 

“Oi me chamo Lucas e estou no desafio da baleia azul. Moro na cidade de Ipanema MG e estou no décimo desafio que é dar balas envenenadas pra 30 crianças de 3 escolas diferentes. Peço desculpas às mães, mas tenho que cumprir ou eles vem atrás de mim. Sinto muito pelo filho de vocês. Desafio aceito”, afirmava o texto

 

Muito se especula, porém, pouco se sabe realmente sobre esses referidos desafios. O maior problema é que toda essa repercussão com informações desencontradas está apavorando pais, professores e órgãos de imprensa.

 

É assustador a rapidez das informações e ainda mais preocupante perceber que esses desdobramentos do Baleia Azul em várias partes do mundo. Em Portugal, na madrugada do dia 28/04/17, uma menina se jogou de uma ponte, após participar do macabro jogo.

 

Por outro lado, jovens sadios emocionalmente dificilmente serão vítimas, como diz a psicóloga comportamental, Angela Marsola, em uma Roda de Conversa promovida pelas AlphaMães, um Rede de Apoio Materno, formado por mais de 3 mil, que se ajudam e realizam eventos e atividades sobre maternidade compartilhada.

 

Afinal, o que podemos fazer para impedir essa disseminação? Falar sobre o assunto e correr o risco de incentivar ainda mais ou parar de falar e poder pecar por não compartilhar informações sobre esse fenômeno e perder mais e mais jovens vitimas dessa manipulação.

 

Para você qual é a melhor saída? O que você tem feito para se manter conectada aos seus filhos?

Angela Berutti, psicóloga faz um alerta: “Precisamos ficar atentos dentro de nossas casas e enxergar comportamentos alterados. Sempre existe uma indicação de algo errado”, conclui.

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